José Ribeiro, novo presidente da concelhia do PS das Caldas da Rainha, quer “uma cidade inteligente com melhor mobilidade e transportes públicos”

 [Fotografia: Natacha Narciso]

[Artigo da jornalista Natacha Narciso para o jornal “Gazeta das Caldas”, publicado em 2018/02/02]

 

“Estamos nos antípodas da actual gestão autárquica”. Quem o diz é o novo presidente da concelhia do PS das Caldas, José Ribeiro, que fez a sua apresentação no sábado, 27 de Janeiro. O novo líder nomeou como prioridades “mobilizar os militantes e os simpatizantes do PS que acreditam numa gestão diferente da Câmara” e contribuir para que as Caldas possa ser “uma cidade inteligente, com melhor mobilidade e transportes públicos”.
“Temos como prioridade mobilizar os militantes e os simpatizantes do PS e todos os que acreditam numa gestão diferente da Câmara”, disse José Ribeiro, o novo presidente da concelhia do PS, à Gazeta das Caldas, após a sua apresentação na sede do seu partido. Fê-lo perante uma sala cheia de militantes e familiares do novo dirigente, numa sessão que contou ainda com as intervenções da presidente cessante, Sara Velez, e da mandatária à candidatura de José Ribeiro à concelhia, Luísa Barbosa. Marcaram também presença o vereador recentemente eleito, Luís Patacho, bem como o deputado municipal Manuel Nunes. Ambos sublinharam a confiança que têm no novo presidente, que foi o número quatro do PS na lista das últimas eleições à Câmara.
Na opinião de José Ribeiro, entre “a enorme abstenção que se constata nas Caldas [próxima dos 50%], há muita gente que partilha dos nossos ideais” e que acredita que o PS local possa ser a alternativa necessária para o futuro da cidade termal.
“Em termos políticos estamos nos antípodas da gestão actual da Câmara”, disse José Ribeiro, acrescentando que “temos uma visão muito diferente do que pode e deve ser as Caldas da Rainha”. É que tudo o que é feito no presente “surge de forma pontual ou caótica” e por isso “queremos propor um projecto de futuro, de médio e longo prazo para a cidade”.
O novo dirigente socialista acrescentou que o executivo PSD “está velho e mofo e faz uma gestão corrente sem acrescentar nada de novo”. Mais: acha também que, por isso, a cidade “está a definhar”, bastando comparar com o que acontece em Torres Vedras, Alcobaça ou Bombarral, concelhos vizinhos que considera mais dinâmicos.
“Aqui não há um projecto para a cidade e para o concelho”, disse José Ribeiro, preocupado igualmente com as áreas rurais, com o envelhecimento da população e com o facto de a agricultura não ter sido alvo de investimento. “Daqui a uns anos, o que vai ser da Praça da Fruta? Vai ser vendido lá o mesmo que nos supermercados, ou vamos antes apostar na produção local?”, questionou o novo líder.
Caldas tem maus transportes públicos

José Ribeiro, 44 anos, trabalha em Lisboa na Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego. Por isso “sofro na pele os maus transportes públicos que existem nas Caldas”. O comboio para a capital não constituiu a alternativa que deveria ser óbvia o que o leva, tal como a várias centenas de caldenses, a ter que viajar de autocarro. “É flagrante a falta de bons transportes públicos nas Caldas. Tenho essa experiência pessoal e creio que tem que ser feito alguma coisa”, disse à Gazeta das Caldas, acrescentando que “devemos defender de forma intransigente a linha do Oeste, assim como uma rede rodoviária que sirva de facto as pessoas, dentro e para fora do concelho sob pena de nos isolarmos”. O socialista acrescentou que os munícipes exigem da CP, da Rodoviária do Oeste e da Câmara“uma rede de transportes moderna, eficaz e sustentável”.
Segundo o socialista, o seu partido vai continuar a fazer propostas como as vias cicláveis e os corredores verdes. Uma das ideias é construir uma destas vias entre as Caldas, o Nadadouro e a Foz do Arelho. Também não foi esquecida a requalificação da frente marítima e lagunar da Foz do Arelho.
Na sua apresentação, José Ribeiro deixou ainda claro que é necessário executar a revisão do Plano Diretor Municipal e integrá-lo com os vários planos de regeneração urbana e com o Plano de Ação de Mobilidade Urbana Sustentável.

“Pela sustentabilidade devemos pensar que concelho queremos para daqui a 10 ou 20 anos”, disse José Ribeiro, acrescentando que uma gestão de futuro deve apostar no desenvolvimento local, com integração regional, através do crescimento empresarial sustentado. Sugeriu até um plano de incentivos ao investimento para a criação de riqueza e de emprego de modo a “criar alicerces para que o concelho possa crescer e resistir a crises económicas”, disse.
Por seu lado, o turismo “deve ser visto de forma integrada, partindo de uma visão unificada do concelho” e, por isso, José Ribeiro defende a revitalização das áreas rurais do concelho.
Quanto ao termalismo, José Ribeiro considera que o concelho deve decidir “o que quer deste património secular e único, como foco identitário e de projeção do concelho”.

 “Uma máquina bem afinada”

Sobre o actual governo, José Ribeiro considera que, devido à governação PS “estamos bem”, sendo notória uma “diferença abismal” nos últimos três anos em relação às condições de vida e que é reconhecida pela maioria da população. “E mesmo a nível internacional, Portugal é visto como um caso estudo e há quem queira seguir o nosso exemplo como na Alemanha”.
Espera ainda que a união à esquerda se possa manter e sugeriu, de forma bem-humorada, que o nome Gerigonça deveria ser mudado para “máquina muito bem afinada”.

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