A Crise no nosso Hospital

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Luísa Barbosa apresentou, em nome do grupo municipal do Partido Socialista, a análise política da situação actual  dos recursos humanos no Centro Hospitalar do Oeste

A Crise no nosso Hospital

Fazendo fé nas declarações prestadas à Lusa, em 4 novembro, pela Administração do CHO, na pessoa do Dr. Carlos Sá, quanto ao número de enfermeiros ainda por colocar, dizia ele “ …já no inicio do ano, noventa e oito enfermeiros haviam sido integrados no mapa de pessoal, com o objetivo de reduzir o número de profissionais de enfermagem externos em regime de prestação de serviços e dar a estes profissionais um vínculo estável”. E acrescentou que “…tudo tem feito para integrar os enfermeiros no quadro de pessoal”.

Que quer dizer então  a administração do CHO, quando fala que trinta e cinco enfermeiros são por contratação externa?

Alguém acredita, na sua boa fé?

A realidade nua e crua é que a este número apresentado, um já se aposentou, sete saíram por mobilidade ou seguindo os conselhos deste governo- emigraram. Entretanto oito enfermeiros estão na lista de concurso, digo de espera, para a ARS, e que se encontra ainda a decorrer.

A tudo isto resta apenas dizer que contabilisticamente o resultado final é zero!

Será que quis dizer a Administração do CHO que estas contratações externas são feitas através da empresa Togus Global e que os enfermeiros estão sujeitos aos famigerados “ recibos verdes”, com descontos para a segurança social e que feitas as contas um profissional de saúde, licenciado, fica com vencimento hora à volta de € 3,71?

Será pedir qualidade nos serviços prestados a estes profissionais de saúde, face a estes valores remuneratórios?

Esta proteção divina da administração do CHO, não abrange só os enfermeiros, ela expande-se a outros carreiras profissionais como técnicos de diagnóstico e terapêutica e num futuro muito próximo também aos Assistentes Operacionais ( os que vulgarmente vestem batas azuis e que prestam também cuidados aos doentes). Como também não se augura nada de bom, quanto ao sector administrativo.

Com a complacência desta administração a especialidade de ortopedia viu o seu internamento ser transferido para Torres Vedras, sendo o apoio desta especialidade ao serviço de urgência, muitas vezes interrompido para dar apoio ao serviço de urgência de Torres Vedras, ficando esta unidade sem qualquer apoio na área de ortopedia e traumatologia, sendo que a situação inversa não se tem verificado.

E o pior de tudo isto é que em Caldas da Rainha estão reunidas as condições ótimas de atendimento na área de consulta desta valência, ficando os utentes ao invés desprotegidos de transportes públicos que façam a ligação Caldas/Torres Vedras, não falando dos utentes que utilizando os próprios meios, o quanto lhe acarretam em custo económico e social para tais deslocações.

Resta falar na falta de apoio efetivo e continuo numa valência básica e essencial para a classificação de um serviço de urgência médico-cirurgico, poder por em causa a atual classificação deste serv. de urgência, desclassificando-a para uma urgência básica como a da unidade de Peniche, bem como toda esta Unidade potenciando a de Torres Vedras que está à distância de 30 Km das duas grandes Unidades que são Santa Maria e Loures, ressalvando ainda que em Torres Vedras a existência de duas Unidades privadas de saúde de apoio direto à população que são CUF e SOERAD.

Por tudo isto, os membros do Partido Socialistas não podem ficar indiferentes, face às carências de recursos humanos que se refletem obviamente na qualidade dos serviços de saúde prestados, perspetivando que todo este processo configura uma tentativa encapotada de se atingir o objetivo para que esta administração foi empossada, que era tão só na sua carta de missão que lhe foi entregue aquando da sua nomeação, a desclassificação técnica desta Unidade Hospitalar senão mesmo o seu encerramento.

De igual modo, não podem os membros do Partido Socialista, deixarem de apoiar, a luta que travam neste momento os enfermeiros que abnegadamente dão o seu melhor, com sacrifício até das suas vidas pessoais, que apenas visam a dignificação das suas carreiras, a proteção pelos seus postos de trabalho, minimizando-se ao máximo os potenciais riscos que tal situação acarreta quer pela sobrecarga horária, quer pela instabilidade profissional, se refletem sempre nos cidadãos.

-Dizer este governo que estamos no bom caminho ou o ano de 2015 ser o ano de mudança é apenas mera utopia que nós membros do Partido Socialista, apenas dizemos: não, obrigado, não queremos ir por aí!

Os membros do Partido Socialista:

(Manuel Nunes)   (Jaime Neto) (Luísa Barbosa) (José Abegão) (Pedro Seixas) (Conceição Paramos)

Caldas da Rainha, 11 de novembro de 2014

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