Situações urbanas anómalas no parque de estacionamento do Supermercado “Continente Bom Dia”

Situações urbanas anómalas no parque de estacionamento do supermercado

Os Vereadores do Partido Socialista (PS),  Luís Patacho e Jaime Neto referiram, a propósito do processo de edificação do Supermercado “Continente Bom Dia”, que se observam as seguintes situações anómalas no parque de estacionamento a céu aberto que o serve :

  • Verifica-se a existência de logotipos da marca estampados nas paredes de edifícios envolventes, inclusive junto ao edifício de escritórios da antiga Secla próximo à área cedida para o chamado memorial, em espaço público e não privado, pelo que solicitaram informações e questionaram o executivo municipal se os mesmos foram licenciados;
  • Verifica-se que a área correspondente à ligação inicialmente prevista entre o parque de estacionamento e a Rua Manuel Freire da Câmara apresenta um aspecto inacabado, sem pavimento rodoviário e sem tratamento paisagístico, servindo actualmente de parque de estacionamento não licenciado, questionando o executivo municipal se as obras de urbanização estão efectivamente concluídas ;
  • Observa-se que não existe uma única árvore plantada em todo este vasto espaço de estacionamento adjacente ao edifício do supermercado, questionando ainda o executivo municipal se foi cumprido o projecto quanto à plantação de árvores no parque de estacionamento, tal como foi aprovado em reunião camarária.

Os Vereadores do PS referiram ainda que votaram veementemente contra a aprovação do Processo 1037/2019  titulado por Prime Unit – Construções Imobiliário, Lda, relativo a  projecto de obras de urbanização de uma unidade comercial “Continente Bom Dia” a implantar na Rua Fernando Ponte e Sousa no espaço da antiga fábrica SECLA.

Os Vereadores do PS apresentaram uma declaração de voto contra na reunião camarária de 2019/06/11, por entenderem que  é desadequado e altamente prejudicial para a coesão social e económica do centro urbano consolidado a construção de um hipermercado com 3 241, 50 m2 de área de implantação num edifício de características arquitectónicas suburbanas, ainda por cima num espaço tão nobre e sensível do centro histórico das Caldas da Rainha.

Os Vereadores do PS consideraram ainda nessa declaração a especificidade deste espaço privilegiado de articulação entre o Parque D. Carlos I e o pinhal onde está implantada a Escola Superior de Arte e Design (ESAD), entendedo que a área de espaços verdes apresentada de 91, 70 m2 é ridiculamente pequena e que, portanto, o projecto deveria ter uma área de espaços verdes muito mais significativa, de forma a permitir a continuidade e a articulação entre estes dois importantes espaços verdes. 

Os Vereadores do PS lamentam a decisão camarária errada, que a História há-de julgar, da demolição completa de uma fábrica de cerâmica tão importante para as Caldas da Rainha como a SECLA, fundada em 1947 e escola de formação para inúmeros Caldenses. Pela SECLA passaram também artistas tão ilustres como Hansi Staël, Júlio Pomar, Alice Jorge, Thomás de Mello, Herculano Elias, Ferreira da Silva, José Aurélio, António Quadros e muitos outros artistas de referência nacional e internacional que fazem parte integrante do património cultural identitário das Caldas da Rainha.

Os Vereadores do PS reafirmam que não podem aceitar a viabilização de projectos que fazem tábua rasa da História das Caldas da Rainha, desprezando os seus valores culturais e identitários!


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